Uma única pontuação de risco de lesão comprime situações muito diferentes no mesmo número. Também esconde a incerteza e os dados em falta. Já não construímos o trabalho da equipa em torno de uma pontuação ou probabilidade de lesão.
O juízo clínico precisa de uma conversa. Um fisioterapeuta chefe deve poder voltar à fonte, observar a trajetória e explicar por que razão este jogador é diferente hoje.
Por isso, Omen reúne indicadores observáveis: carga de treino, forma, frescura, resultados de testes, dor reportada, antecedentes relevantes e medições em falta.
Cada indicador conserva a fonte, a janela temporal e a evolução recente. A interface destaca o que mudou sem ordenar os jogadores por uma suposta probabilidade de lesão.
A IA pode formular uma leitura qualitativa e concisa dos fatores observados. Não produz um diagnóstico nem uma probabilidade; indica o que sustenta a leitura e que informação falta.
A equipa pode então acrescentar contexto: uma carga planeada, uma viagem, uma sessão adaptada, um exame tranquilizador ou uma conversa com o jogador. Esse contexto fica visível para a revisão seguinte.
Pode seguir-se uma decisão: adaptar a carga, programar recuperação, realizar um teste ou manter a monitorização. A ferramenta prepara a informação; a equipa interpreta-a e decide.
Aplicamos o mesmo princípio à prevenção e ao regresso ao jogo. Omen prepara uma progressão a partir do histórico e dos indicadores atuais do jogador, enquanto cada validação e alteração permanece com a equipa e no registo de auditoria.